DOMARK EXCELL


VERIFICAR AS RESTRIÇÕES DE USO CONSTANTES NA LISTA DE AGROTÓXICOS DO ESTADO DO PARANÁ


Registrado no Ministério da Agricultura pecuária e abastecimento — MAPA sob o no. 07012


COMPOSIÇÃO:

(RS)-2-(2,4-dichlorophenyl)-3-(1H-1,2,4-triazol-1-yl)propyl 1,1 ,2,2-tetrafluoroethyl ether (TETRACONAZOL) ................................................................................ 80 g/L (8% m/v)

Methyl(E)-2-{2-[6-(2-cyanophenoxy)pyrimldin-4-yloxy]phenyl}-3-methoxyacrylate (AZOXISTROBINA) .............................................................................. 100 g/L (10% m/v)

Outros lngredientes............................................................................... 870g/L (87% m/v) CONTEM:

Polietileno-polipropilenoglicol............................................................. 53,01 g/L (5,3% m/v)

Etilenoglicol ....................................................................................... 52,50 g/L (5,2% m/v)


CLASSE: Fungicida sistêmico do grupo químico triazol (tetraconazol) e estrobilurinas (azoxistrobina).

TIPO DE FORMULAÇÃO: Suspensão Concentrada (SC)


TITULAR DO REGISTRO:

lsagro Brasil Comércio de Produtos Agroquímicos Ltda.

Rua Joaquim Floriano, 466, conjunto 1205, Ed. Offices - ltaim Bibi São Paulo/SP - CNPJ: 06.151.494/0001-91 - Cadastro CDA/SP n.° 599.


IMPORTADOR:

Sipcam Nichino Brasil S.A. - Rua lgarapava, 599 - Distrito Industrial Ill - CEP: 38044-755 - Uberaba/MG

- CNPJ: 23.361.306/0001-79

Sipcam Nichino Brasil S.A. - Rod. Anhanguera, 999 B - Distrito Industrial - lgarapava/SP - CNPJ: 23.361.306/0007-64


FABRICANTE DO PRODUTO TÉCNICO:

Tetraconazol:

Oxon ltália S.p.A. Strada Provinciale per Torre Beretti, km2,6 - 27030 - Mezzana Bigli, Provincia di Pavia, ltália.

lsagro S.p.A. Piazzale Elettrochimica, 2 — 65022 — Bussi Sul Tirino (Pescara) — Itália.


Azoxistrobina:

Bhagiradha Chemicals & Industries Ltd. Yerajarla Road, Cheruvukommupalem Village, Ongole Mandal, Praskasam District, Andhra Pradesh, India.

Cheminova India Ltd. 242/P, GIDC Industrial Estate Panoli - 394116 - Dist. Bharuch Gujarat - India.


FORMULADOR:

ISAGRO S.p.A. - Via Nettunense KM. 23,400, 04011 Aprilia (Latina), Italla _

Sipcam Nichino Brasil S.A. - Rua lgarapava, 599 - Distrito Industrial III - Uberaba — MG CNPJ: 23.361 .306/0001-79 - Registro IMA-MG n° 2.972


Conteúdo: 5 L


Nº do lote ou partida:


VIDE EMBALAGEM

Data de fabricação:

Data de vencimento:


ANTES DE USAR O PRODUTO LEIA O RÓTULO, A BULA E A RECEITA E CONSERVE-OS EM SEU PODER.

É OBRIGATÓRIO O USO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL. PROTEJA-SE.

É OBRIGATÓRIA A DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA.


CLASSIFICACAO TOXlCOLÓGlCA - CLASSE Ill MEDIANAMENTE TOXICO CLASSIFICACAO DO POTENCIAL DE PERICULOSIDADE AMBIENTAL - CLASSE ll PRODUTO

MUITO PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE

INSTRUÇÕES DE USO: CULTURAS / DOENÇAS:


Cultura

Alvo

Dose (L/ha)

Dose (gi.a./ha)

N° de aplicações

ALGODÃO

Mancha de ramulárla (Ramularia areola)

0,50 - 0,70

(40 + 50) a (56 + 70)

3 – 4

MILHO

Cercospora (Cercospora zeae-maydis)

0,60

48 + 60

1


SOJA

Crestamento foliar (Cercospora kikuchii)

0,5

40 + 50

2-3

Ferrugem Asiática (Phakopsora pachyrhizi)

0,5

40 + 50

2


NUMERO, EPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÂO:

ALGODÃO: Iniciar o controle na ocorrência dos primeiros sintomas de ramulária. Repetir a aplicação a cada 7-14 dias, utilizando o menor intervalo em condições climáticas e de infecção muito favorável ao fungo. Normalmente, são suficientes 3 aplicações. Utilizar a maior dose quando ocorrer maior pressão da doença.

MILHO: Realizar a aplicação preventivamente próximo a fase de pendoamento ou no aparecimento dos primeiros sintomas da doença.

SOJA: Para crestamento-foliar realizar 2 pulverizações, a primeira em R5.1 e a segunda 15 dias após com um volume de calda de 120-200 L/ha. Para o controle da ferrugem realizar a 1ª aplicação preventivamente, não devendo ultrapassar o estado R1-R2. Caso se detecte algum foco da doença nas proximidades, iniciar as aplicações nas lavouras mais velhas e na sequência as mais jovens. Em condições favoráveis ao desenvolvimento da doença, o monitoramento deverá ser intensificado para determinar a necessidade de reaplicação e o intervalo entre aplicações reduzido.


MODO DE APLICAÇÃO:

Domark Excell é um produto formulado com base em dois princípios ativos, sendo um sistêmico do grupo dos triazois, e outro mesostêmico do grupo das estrobilurinas, com modo de ação preventivo e curativo.

Diluir Domark Excell em água, acrescentar óleo mineral como adjuvante na dose de 0,5% v/v na calda e aplicar por pulverização sobre as plantas, de modo a proporcionar uma boa cobertura, principalmente do terço inferior em função de ser um produto sistêmico acrópeta e local.

Aplicação terrestre:

Diluir o produto em 120 a 200 litros água/ha para as culturas da soja, algodão e milho.

Utilizar pulverizador tratorizado de barra, equipado com bicos apropriados para a aplicação de fungicidas, produzindo um diâmetro de gotas de 50 a 200 pm, uma densidade de 50 a 70 gotas por cm², e uma pressão de 40 a 60 libras. Recomenda-se aplicar com temperatura inferior a 27°C, com umidade relativa acima de 60% e ventos de no máximo 15 km/hora.

Se utilizar outro tipo de equipamento, procurar obter uma cobertura uniforme na parte aérea da cultura.


Aplicação aérea:

Utilizar barra com um volume de 30 a 40 litros de calda por ha. Usar bicos apropriados para esse tipo de aplicação. Largura efetiva de 15-18 m, com diâmetro de gotas de 80 pm, e um mínimo de 60 gotas por cm².

O diâmetro de gotas deve ser ajustado para cada volume de aplicação em litros por ha, para proporcionar a cobertura adequada e a densidade de gotas desejada.

Observar ventos de 3 a 10 km/hora, temperatura inferior a 27°C e umidade relativa superior a 60% visando reduzir ao mínimo as perdas por deriva ou evaporação.


INTERVALO DE SEGURANÇA:

Algodão ................................................................................... 30 dias

Milho ........................................................................................ 42 dias

Soja ......................................................................................... 21 dias

* os intervalos de segurança foram definidos como os mais elevados conforme já estabelecido entre os dois ingredientes ativos para a modalidade de aplicação foliar.


INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:

Mantenha afastados da área de aplicação crianças, animais domésticos e pessoas desprotegidas por um período de 24 horas. A entrada na cultura pode ser realizada utilizando-se EPI – Equipamento de Proteção Individual adequado.

LIMITAÇÕES DE USO:

Desde que seguidas as recomendações de uso, não ocorre fitotoxicidade para a cultura indicada.


INFORMAÇÕES SOBRE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A SEREM UTILIZADOS:

Durante o manuseio, preparação da calda e aplicação, use Equipamentos de Proteção Individual (EPI): macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas, chapéu impermeável de aba Iarga ou chapéu árabe, avental impermeável, óculos protetores ou viseira facial, mascara descartável provida de filtros contra eventuais vapores orgânicos cobrindo o nariz, a boca, e Luvas e botas de borracha.


INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO A SEREM USADOS:

Domark Excell deve ser pulverizado utilizando-se equipamento, tratorizado ou aéreo. Utilizar tipo de equipamento mais adequado a cada cultura indicada, de acordo com as recomendações descritas no item “MODO DE APLICAÇÃO”.


DESCRIQAO DOS PROCESSOS DE TRIPLICE LAVAGEM DA EMBALAGEM OU TECNOLOGIA EQUVALENTE:

(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente — IBAMA- MMA).


INFORMAÇÕES SOBRE PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO, DESTINAÇÃO, TRANSPORTE, RECICLAGEM, REUTILIZAÇÃO E INUTILIZAÇÃO DAS EMBALAGENS VAZIAS:

(De acordo com as recomendações aprovadas peio órgão responsável peio Meio Ambiente — IBAMA- MMA).


INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA DEVOLUÇÃO E DESTINAÇÃO DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:

(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente — IBAMA- MMA).


INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO DE RESISTENCIA:

Seguir as recomendações atualizadas de manejo de resistência do FRAC-BR (Comitê Brasileiro de Ação a Resistência a Fungicidas) – Qualquer produto utilizado no controle de doenças pode ficar menos efetivo ao Iongo do tempo devido ao desenvolvimento de resistência. O FRAC-BR (Comitê Brasileiro de Ação a Resistência a Fungicidas) recomenda as seguintes estratégias de manejo de resistência, visando com isso prolongar a vida útil dos fungicidas e também manter sua performance:


INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO INTEGRADO DE DOENÇAS:

Outras práticas de controle devem ser aplicadas sempre que disponíveis, visando a proteção das plantas e do meio ambiente. As táticas de controle devem incluir o monitoramento dos patógenos, o uso correto do produto quanto à época, ao princípio ativo, a dose, ao modo de aplicação e a tomada de decisão, viando assegurar resultados econômico, ecológico e socialmente favorável.


MINISTERIO DA SAUDE - AGENCIA NACIONAL DE VIGILANCIA SANITARIA. DADOS RELATIVOS A PROTE$AO DA SAUDE HUMANA.

ANTES DE USAR LEIA COM A ENCAO AS INSTRUÇÕES. PRODUTO PERIGOSO.

USE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL COMO INDICADO.


PRECAUÇÕES GERAIS:

-Produto para uso exclusivamente agrícola.

-Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto.

-Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados.

-Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem: macacão, botas, avental, mascara, óculos,

Touca árabe e Luvas.

-Não utilize Equipamentos de Proteção Individual (EPI) danificados.

-Não utilize equipamento de aplicação com vazamentos ou defeitos.

-Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.

-Não transporte o produto junto com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas. PRECAÇÕES NA PREPARAQAO DA CALDA:

-Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência.

-Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos.

-Utilize equipamentos de proteção individual — EPI: macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das

Luvas e as pernas das calcas por cima das botas; botas de borracha; avental impermeável; máscara com filtro combinado (filtro químico contra vapores orgânicos e filtro mecânico classe P2); óculos de segurança com proteção lateral e Luvas de nitrila.

-Manuseie o produto em local aberto e ventilado.


PRECAÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO:

-Evite o máximo possível o contato com a área tratada.

-Não aplique o produto na presença de vento forte e nas horas mais quentes do dia.

-Verifique a direção do vento e aplique de modo a não entrar na nevoa do produto.

-Aplique) o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança (intervalo de tempo entre a última aplicação e a colheita.

-Utilize equipamentos de proteção individual — EPI: macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das Luvas e as pernas das calcas por cima das botas; botas de borracha; máscara com filtro combinado (filtro químico contra vapores orgânicos e filtro mecânico classe P2); óculos de segurança com proteção lateral e Luvas de nitrila.

PRECAUÇÕES APOS A APLICAÇÃO:

-Sinalizar a área tratada com os dizeres: “PROIBIDA A ENTRADA. AREA TRATADA” e manter os avisos até o final do período de reentrada.

-Caso necessite entrar na área tratada com o produto antes do termino do intervalo de reentrada, utilize os equipamentos de proteção individual (EPls) recomendados para o uso durante a aplicação.

-Mantenha o restante do produto adequadamente fechado na embalagem original, em local trancado, longe do alcance de crianças e

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Animal.

PRIMEIROS SOCORROS: procure logo um serviço médico de emergência levando a embalagem, rotulo, bula e/ou receituário agronômico do produto.

Ingestão: Se engolir o produto, não provoque vomito. Caso o vomito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não de nada para beber ou comer.

Olhos: Em caso de contato, lave com muita agua corrente durante pelo menos 15 minutos. Evite que a água de lavagem entre no outro olho.

Pele: Em caso de contato, tire a roupa contaminada e lave a pele com muita agua corrente e sabão neutro.

Inalação: Se o produto for inalado (“respirado”), leve a pessoa para um local aberto e ventilado.

A pessoa que ajudar deve proteger-se da contaminação usando Iuvas e avental impermeáveis, por exemplo.


INTOXICAÇÕES POR TETRACONAZOL (Tetraconazole) INFORMAÇÕES MÉDICAS

Grupo químico

Tetraconazol....................................................................................... Triazol

Azoxistrobina............................................................................ Estrobilurina

Etilenoglicol ...................................................................................... Alcoois

Poloxalene ..................................................................................... Poliglicol

Vias de exposição

Oral, inalatória, ocular e dérmica

Toxicocinética

Tetraconazol: Em estudos em animal, tetraconazole foi rapidamente absorvido peio trato gastrointestinal e excretado na maior parte pela via urinaria. Em 48 horas a excreção urinaria foi de 61-76% para a fração 14C- triazole e 51-62% para a fração 14C-fenil, enquanto a excreção pelas fezes foi de 9-26% e 23-26% para a fração triazole e para a fração fenil, respectivamente. O tetraconazol e em grande parte metabolizado e o composto inalterado e detectado em uma porcentagem menor que 9% nas fezes e em pequenas quantidades na urina. O principal metabolito foi o triazole. O principal mecanismo do metabolismo inclui oxidação, redução e conjugação com a glutationa. No ar expirado foi encontrado 0,13-0,23% da dose administrada. Após 7 dias a concentração tissular foi mínima encontrando-se no fígado e nos rins.

Azoxistrobina: entre 96% a 86% do total da dose administrada de

azoxistrobina foi excretada em 48 horas. A maior parte do produto foi excretada pelas fezes (via biliar) com cerca de 17% pela urina. O ingrediente ativo foi extensiva e completamente metabolizado tendo sido identificados peio menos 15 diferentes metabólitos. A biotransformação não foi afetada pela dose. Os autores sugerem que a adsorção é dose-dependente. A absorção oral na dose de 1 mg/kg p.c. foi praticamente completa (100%) uma vez que não foi detectado o composto parental. A absorção oral da maior dose (100 mg/kg p.c.) foi estimada em cerca de 74-81% uma vez que cerca de 19-26% da dose do composto parental foi detectado. Ha duas principais vias metabólicas: hidrólise a metoxiácido, seguido da conjugação do ácido glucurônlco e conjugação da glutationa do anel do cianofenil seguido de outros metabolismos ao metabólito do ácido mercaptlrlco. Os maiores níveis de resíduos foram encontrados nos rins e fígado. Não há evidência de bioacumulação.

Etilenoglicol: Etilenoglicol é pouco absorvido pela pele (25% da dose de exposição), precisando cobrir grandes áreas cutâneas para provocar efeitos na saúde do trabalhador, e sua baixa volatilidade faz com que a absorção pela via respiratória seja pouco significativa. Em contraposição, ele é bem e rapidamente absorvido peio trato gastrointestinal (90 a 100% da dose de exposição) com pico sanguíneo em uma a quatro horas após a ingestão. Não se acumula no organismo. Seu metabolismo começa no fígado: o etilenoglicol é transformado pela enzima alcool desidrogenase (ADH) em glicoaldeído. O glicoaldeído é rapidamente convertido em ácido glicólico e um dialdeído (glioxal) pela aldeído-desidrogenase. Ambos reagem Ientamente para formar o ácido glioxilico, em presença da desidrogenase láctica (ou ácido glicólico oxlgenase), que se decompõe rapidamente em ácido oxálico e em pequenas quantidades de lactato e formato. O ácido oxálico reage com o cálcio e se precipita sob a forma de cristais de oxalato de cálcio nos túbulos renais proximais, no cérebro, miocárdio, pâncreas e parede dos vasos sanguíneos. Eles causam dilatação, necrose, fibrose, e deposto de cristais nos IUDUIOS renais. Alguns efeitos são mediados pelos receptores GABA. Ácido oxálico e sal de cálcio são responsáveis por uma acidose metabólica grave.

Mecanismos de toxicidade

Tetraconazol: Não se conhece o mecanismo de toxicidade especifico para

humanos.

Azoxistrobina: Nos fungos atua inibindo a respiração mitocondrial pelo bloqueio da transferência de elétrons entre o citocromo b e citocromo c1.

Sintomas e sinais clínicos

Tetraconazol:

Intoxicação aguda: ainda não há relatos sobre efeitos clínicos de indivíduos expostos ao Tetraconazol.

  • Indivíduos submetidos devem ser submetidos a uma avaliação minuciosa do histórico clinico e exames físicos que identifiquem qualquer anormalidade.

  • Tetraconazole é irritante ocular e do trato respiratório.

  • Não é irritante nem sensibilizante dérmico.

Exposição crônica: em estudos crônicos em animal, os órgãos-alvo foram o fígado, com incremento na atividade da fosfatase-alcalina, e os rins. E provavelmente carcinogênico para humanos (EPA, L2) com base na indução de tumores hepáticos em camundongos. Não é genotóxlco nem mutagênico. Em estudos em ratos, o Tetraconazol induziu a formação de hidrouréter nos fetos e carência de espermatozoides no epidídimo de camundongos machos.

Azoxistrobina:

Intoxicação aguda: Ha relatos Ilimitados sobre efeitos clínicos de indivíduos expostos ao Azoxistrobina. Foram descritos irritação ocular, prurido, eritema, fraqueza, cefaleia, tontura e dores no trato respiratório (após inalação).

Exposição crônica: em estudos crônicos com animal, o órgão-alvo foi o fígado, com redução do ganho de peso corporal em cães e ratos e alterações nos ductos biliares (ratos machos). No estudo de toxicidade reprodutiva foi relatado redução no ganho de peso corporal de mães e filhotes. Nos estudos de teratogênese foi observado retardamento na ossificação dos filhotes de ratos cujas mães apresentaram redução do peso corporal (doses materno tóxicas).

Etilenoglicol: O início do quadro clinico está relacionado a acidose

metabólica e segue um período de latência, até a formação de seus metabólitos tóxicos. 30 minutos após a ingestão de 1 mg/kg, os sintomas são os de intoxicação alcoólica com depressão do SNC e ataxia, vertigens, fala pastosa, agitação, nistagmo, náusea e vomito. A depressão pode se agravar, associando hipotonia, arreflexla, com eventualmente, edema cerebral. Em 12 a 24h aparece em geral, uma falência cardiorrespiratória com dispneia, hiperventilação, taquicardia, cianose e elevação da pressão sanguínea. A radiografa de tórax mostra infiltrações bilaterais extensas e evoca risco de morte.

Os sintomas são oligúria, dores Iombares e urinas ricas em cristais de oxalato de cálcio, evoluindo para anúrla. Disritmias cardíacas podem aparecer devido a uma hipocalcemia resultante da formação de cristais de oxalato de cálcio e, em 1 a 2 semanas após intoxicação severa notam-se paralisia facial, zumbidos, fala pastosa, distúrbios oculares motores e anomalias visuais, relacionados com lesões dos nervos cranianos VII, IX e X (Vll- nervo facial; IX — nervo glossofaríngeo; X — nervo vago), após a exposição em pacientes com intoxicação severa, que pode ser devido a formação de cristais de oxalato de cálcio no cérebro. Após exposição inalatória a 140 mg/m³, algumas pessoas podem apresentar irritação de garganta, dor de cabeça e dores torácicas; concentrações > a 200 mg/m³ produzem irritações severas e dores mais intensas. A exposição cutânea ocupacional provoca desidrose, irritação, dermatites e eczema. Uma ceratoconjuntivite pode ser encontrada nas contaminações oculares.

Poloxalene: a absorção e baixa com rápida excreção na bile e urina e pouca retenção nos tecidos. Administração intravenosa em humanos provocou dor, anormalidades no local da injeção e náuseas. Pode ser irritante de pele e mucosas.

Diagnóstico

O diagnóstico é estabelecido pela confirmação da exposição e de quadro clinico compatível.

Etilenoglicol: O diagnóstico se baseia na noção de exposição associada ao quadro clinico compatível com intoxicação por etilenoglicol.

Exame de urina: dosagem de etilenoglicol > 20 mg/ml revela uma intoxicação, mas valores inferiores são compatíveis com casos mais distantes. A elevação significativa da osmolalidade sérica pode ser um bom indicador, ainda que não especifica e possivelmente ausente após a primeira hora. O cálcio sérico vai diminuindo com a formação de oxalato e a dosagem de eletrólitos mostra um intervalo aniônico anormal (AG=Na+-(CI+HCO3-) >

12 mEq/L). Uréia e creatinina aumentam com a insuficiência renal. A presença de cristais de oxalato de cálcio também é comum. Monitorar o fluxo urinário.

Obs.: Em se apresentando sinais e sintomas indicativos de intoxicação aguda, trate o paciente imediatamente.

Tratamento

Antídoto: Não há antídoto específico.

Tratamento: remoção da fonte de exposição, descontaminação, proteção das vias respiratórias de aspiração; tratamento sintomático e de suporte.

Exposição Oral:

*Lavagem gástrica: na maioria dos casos não é necessário.

  1. Considere logo após a ingestão de uma grande quantidade do produto (até 1 hora). Proteger vias aéreas em posição de Trendelenburg e decúbito lateral esquerdo ou intubação endotraqueal.

  2. Contraindicações: perda de reflexos protetores das vias respiratórias ou alteração da consciência em pacientes não-intubados; corrosivos e hidrocarbonetos; riscos de hemorragia ou perfuração gastrointestinal.

  • Carvão ativado: se liga a maioria dos agentes tóxicos e pode diminuir a absorção sistêmica destes se administrado logo após a ingestão (1 h).

1. Dose: suspensão (240 ml de água/30g de carvão). Dose 25 a 100 g em adultos, 25 a 50 g em crianças de 1-12 anos e 1g/kg em <1 ano.

  • Não provocar vomito; caso ocorra espontaneamente não deve ser evitado; deitar o paciente de lado para evitar que aspire os resíduos.

  • Fluidos intravenosos e monitorização laboratorial.

  • Corrigir a acidose metabólica com solução de bicarbonato de sódio. O gluconato ou cloreto de cálcio intravenoso só deve ser aportado em caso de hipocalcemia grave, pelo risco de aumentar a precipitação do oxalato.

  • A vitamina B6 endovenosa poderia facilitar a transformação do ácido glioxilico em glicina, e reduzir a formação de ácido oxálico.

  • O 4-metilpirazol (4-MP ou Fomepizol), antagonista competitivo da desidrogenase lactica, bloqueia a enzima e evita a formação de glicoaldeído, ácidos glicólico e oxálico. Ele é o antidoto de referência para o tratamento da intoxicação por etilenoglicol e seus metabólitos, corrigindo rapidamente a acidose, os eletrólitos e anormalidades nos fluidos.

  • Manter internação por no mínimo 24 horas após o desaparecimento dos sintomas.

Exposição inalatória: se ocorrer tosse/dispneia, avalie quanto a irritação, bronquite ou pneumonia. Administre oxigeno e auxilie na ventilação. Trate broncoespasmos com B2-agonistas via inalatória e corticosteroides via oral ou parenteral.

Exposição ocular: Lave os olhos expostos com quantidades copiosas de água ou salina 0,9% a temperatura ambiente, por peio menos 15 minutos. Se os sintomas persistirem, encaminhar o paciente para o especialista.

Exposição dérmica: Remova as roupas contaminadas e lave a área exposta com água abundante e sabão. Encaminhar o paciente para o especialista caso a irritação ou dor persistirem.


CUIDADOS para os prestadores de primeiros socorros:

EVITAR aplicar respiração boca-boca em caso de ingestão do produto; usar equipamento de reanimação manual (Ambú).

Usar equipamentos de PROTEÇÃO: para evitar contato cutâneo, ocular e inalatório com o produto.

Contra - indicações

A indução do vomito e contraindicada em razão do risco de aspiração e de pneumonite química.

Efeitos sinérgicos

Não relatado em humanos.

ATENÇÃO

Ligue para o Disque-intoxicação: 0800-722-6001 para notificar o caso e

obter informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento. Rede Nacional de Centros de informação e Assistência Toxicológica RENACIAT - ANVISA/MS.

Centro de Informação Toxicológica - Curitiba/PR 0800 410148

Notifique ao Sistema de informação de agravos de notificação (SlNAN/MS)

Telefone de Emergência da empresa: (11) 2537-2373


Mecanismo de ação absorção, e excreção para animal de laboratório:

Vide itens Toxicocinétlca e Mecanismos de toxicidade no quadro acima:


Efeitos agudos e crônicos para animal de laboratório: Efeitos agudos (PF):

DL50 oral em ratos (fêmeas): superior a 300 mg/kg de peso corpóreo. DL50 dérmica em ratos: superior a 4.000 mg/kg de peso corpóreo.

CL50 inalatória para ratos: > 2,26 mg/L de ar (4h).

Irritação ocular em coelhos: o produto foi considerado pouco irritante para os olhos. Irritação dérmica em coelhos: o produto foi considerado pouco irritante para a pele. Sensibilização cutânea: o produto não provocou sensibilização cutânea.


Efeitos crônicos:

Vide item sintomas e sinais clínicos no quadro acima.


DADOS REALTIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE


PRECAUÇOÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE:


Este produto é:

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- Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em um recipiente Iacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante pelo telefone indicado acima.


ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA: Após a realização da Tríplice Lavagem ou Lavagem Sob Pressão, esta embalagem deve ser armazenada com a tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens não Iavadas. O armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, ou no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.


DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA: No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.

Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 (seis) meses após o termino do prazo de validade. O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito

De fiscalização, peio prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.


TRANSPORTE: As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animal e pessoas.

DESTINACAO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS: A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas Iegalmente autorizadas pelos órgãos competentes.

É PROlBlDO AO USUÁRIO A REUTILIZACAO E RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA OU FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.


EFElTOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINACAO INADEQUADA DA

EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS: A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causa contaminação do solo, da água e do ar prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.


PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO: Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante através do telefone indicado no rotulo para sua devolução e destinação final. A incineração é o método indicado para a desativação do produto, realizada em fornos apropriados, alimentados com uma mistura de are metano a 1100 — 1200°C.

A formação HF e HCI deve ser Ievada para um sistema de absorção com 18 — 20% de Ca(OH)2 em solução de água.


TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS: O transporte está sujeito as regras e aos procedimentos na legislação específica, que inclui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animal, rações, medicamentos ou outros materiais.


RESTRIÇÕES ESTABELECIDAS POR ORGÃO COMPETENTE NO ESTADO, NO DISTRITO FEDERAL OU MUNICIPAL:

Não há restrições.